“Pé caído”

Síndrome do Pé Caído: causas, diagnóstico e tratamento

A síndrome do pé caído é uma condição neurológica relativamente comum que provoca dificuldade para levantar a parte da frente do pé ao caminhar. Isso pode causar tropeços frequentes, alteração da marcha e sensação de fraqueza no pé ou na perna.

Embora possa ter diversas causas, na grande maioria dos casos o problema está relacionado à neuropatia do nervo fibular comum na região da cabeça da fíbula, localizado na parte lateral do joelho.

Nesse caso podemos observar a fraqueza para elevar o pé direito.

A principal causa: compressão do nervo fibular

O nervo fibular comum é responsável por controlar os músculos que levantam o pé e os dedos, assim como a sensibilidade da parte de cima (dorso) do pé. Como ele passa muito superficialmente ao redor da cabeça da fíbula, torna-se vulnerável à compressão.

Uma das causas mais frequentes dessa compressão é a perda rápida ou significativa de peso, que reduz a proteção natural de gordura ao redor do nervo.

Outras possíveis causas incluem:

  • Compressão prolongada na região do joelho (como cruzar as pernas por muito tempo)

  • Traumas na região do joelho ou da perna

  • Lesões estruturais, como cistos ou tumores

  • Imobilizações prolongadas

  • Complicações após cirurgias

  • Algumas doenças neurológicas ou metabólicas

Radiculopatia (compressão na coluna):

A compressão de uma raiz da coluna (raiz de L5 - lombar) também pode causar quadro de fraqueza do pé e alteração sensitiva. Normalmente também haverá dor na região lombar com irradiação para o membro inferior. A eletroneuromiografia também é capaz de identificar alteração nos músculos desta raiz. Quando, no exame clínico, observa-se essa possibilidade deve-se também realizar um exame de imagem da coluna lombar, sendo a ressonância magnética o método mais adequado.

Frequência da doença

A neuropatia do nervo fibular é considerada a neuropatia compressiva mais comum do membro inferior.

Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequentemente observada em adultos jovens e de meia-idade. Alguns estudos mostram uma leve predominância em homens, possivelmente relacionada a fatores ocupacionais e maior exposição a traumas ou compressões prolongadas.

Nervo fibular com compressão na cabeça da fíbula

Compressão do nervo fibular na cabeça da fíbula.

Diagnóstico: quais exames são importantes?

O diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento e evitar sequelas permanentes.

Eletroneuromiografia: é o exame mais importante para confirmar o diagnóstico. Ela permite avaliar o funcionamento do nervo fibular, identificar o local da lesão, determinar a gravidade da neuropatia e estimar o prognóstico de recuperação.

Ultrassonografia do nervo

A ultrassonografia de nervos periféricos tem ganhado cada vez mais importância na avaliação dessa condição. Esse exame permite visualizar diretamente o nervo fibular na região da cabeça da fíbula e identificar: compressões, espessamentos do nervo, cistos ou lesões estruturais e alterações anatômicas. Em muitos casos, a ultrassonografia oferece melhor avaliação estrutural do nervo do que a ressonância magnética, que frequentemente não possui resolução suficiente para avaliar nervos periféricos pequenos com precisão.

Quando a cirurgia é necessária?

Nos casos leves, muitas vezes ocorre recuperação espontânea com medidas conservadoras, como:

  • Fisioterapia

  • Evitar compressões locais (não cruzar as pernas)

  • Uso de órteses quando necessário

No entanto, casos moderados ou graves que não apresentam melhora podem necessitar de tratamento cirúrgico para descompressão do nervo. A cirurgia tem como objetivo liberar o nervo comprimido e evitar que o déficit neurológico se torne permanente. Por isso, o diagnóstico precoce e a avaliação adequada são fundamentais.

Avaliação especializada

O Dr. Nicolas Cavalcante é especialista na avaliação de neuropatias periféricas e no diagnóstico da síndrome do pé caído.

Em sua prática clínica, realiza:

  • Eletroneuromiografia

  • Ultrassonografia de nervos periféricos

Além disso, também orienta o médico solicitante sobre a interpretação dos exames e sobre a melhor conduta para cada caso.

Essa abordagem integrada permite diagnóstico mais preciso, definição do prognóstico e orientação adequada do tratamento.

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Como se preparar para o exame de eletroneuromiografia